quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

HONDA-PCX


Honda PCX 2017: fotos, preço, consumo e desempenho

O Honda PCX é o scooter mais vendido do Brasil, e a redução preço é uma resposta ao lançamento do concorrente, o o Yamaha NMax 160, com motor mais potente e preço de R$ 11.690 reais.

Honda PCX 2017: fotos, preço, consumo e desempenho

No que respeita aos preços, o modelo de acesso agora custa R$ 10.300, enquanto a topo de gama, a DLX, teve o preço reduzido para R$ 10.800 reais (antes - R$ 11.234 reais).

Honda PCX 2017: fotos, preço, consumo e desempenho

O Honda PCX adota um motor mono-cilíndrico de 149,3 cc, com 13,1 cavalos de potência a 8.500 rpm e 1,36 kgfm de torque a 5.000 rpm, associado sempre a um câmbio CVT. O modelo conta com sistema "start-stop", para desligamento automático do motor em paradas temporárias para economia de combustível.

Honda PCX 2017: fotos, preço, consumo e desempenho

Esse conjunto motriz permite uma aceleração de 0 a 100 km/h em 14 segundos, com velocidade máxima limitada em 110 km/h. o consumo médio de combustível de 37 km/l, na cidade, e 35 km/l, na estrada, o que permite uma autonomia de cerca de 310 km. 



O sistema de freios é do tipo combinado, que reparte a frenagem quando se aciona o freio traseiro, com parte da força indo para a dianteira, enquanto o tanque tem capacidade de 8,9 litros. Há um porta-objetos com capacidade de 25 litros embaixo do tanque.

Honda PCX 2017: fotos, preço, consumo e desempenho

O Honda PCX 2017 standard tem agora a opção de cor prata, somando-se ao já oferecido cinza metálico. O modelo DLX vem em marrom.

Honda CG 160 Titan


Honda CG 160 Titan 2016 40 ano

Esta série especial parte da CG 160 Titan, e adota pintura especial inspirada da divisão de competição das marca, mesclando branco, vermelho e azul. Outra diferenciação são os aros de roda, pintados em dourado.

Honda CG 160 Titan 2016 40 ano

O modelo vem com selo comemorativo dos 40 anos, e mantém o motor monocilíndrico de 162,7 cc, flex, que gera 14,9 cv @ 8 mil rpm e torque de 1,40 kgfm @ 6 mil rpm. Quando utilizado etanol, os números sobem para 15,1 cv @ 8 mil com torque de 1,54 kgfm @ 6 mil rpm. Há também freios do tipo CBS, que combinam a frenagem entre as rodas. Quando o pedal traseiro é acionado, parte da força vai também para a dianteira.

Honda CG 160 Titan 2016 40 ano

VESPA


Vespa Primavera 125 cc 2017 - Brasil

Para efeito de comparação, um modelo da Yamaha equivalente à Vespa Primavera 125 cc, que seria a Yamaha Neo 125 , tem preço sugerido de R$ 7.990 reais, ou seja, a Vespa é quase três vezes mais cara.

Yahama Neo 125 - R$ 7.990 reais
Yahama Neo 125 - R$ 7.990 reais
Voltando à Vespa, o modelo imediatamente acima, a Primavera 150 tem preço sugerido de R$ 27.930 reais. reais, sendo esta com uma série limitada e numerada de mil unidades comemorativa da instalação da Piaggio no Brasil.


A concorrente da Vespa Primavera 150 seria a Yamaha B-Maz 160 2017 (vídeo abaixo), que tem preço sugerido de R# 12.242 reais, menos da metade do preço da Vespa.



Outra opção nessa faixa de preço seria a Honda SH 300i, que tem preço sugerido de R$ 23.590 reais.

Vespa 2017 - Brasil

Os preços "premium" da Vespa no Brasil têm com explicação o fato de serem scooters importados da Itália, o que acaba incorrendo em elevadas taxas de imposto de importação.

Vespa 2017 - Brasil

De qualquer forma, há a perspectiva de fabricação nacional, em Manaus, a partir de 2018. 

Vespa Sprint 2017 Brasil - Preços

O fato é que com esses preços, a meta de vender 2.000 Vespas ainda em 2016 e 12 mil em 2017 parece otimista.

HONDA-CB-TWISTER

A Moto Honda do Brasil apresenta a linha 2017 a CB Twister, motocicleta que na linha 2017 mantém itens como freios ABS, painel digital, e ganha novos grafismos com destaque para a cor branca em combinação à cor laranja.
Honda CB Twister 2017

Equipada com o motor de 249,5 cm³, a Twister 2017 adota novas linhas de grafismos exclusivos na versão ABS. Predominantemente Branca, o novo design mescla traços em tons laranja valorizando o estilo naked, com inspiração em modelos Honda de maior cilindrada. O modelo é vendido com três anos de garantia, sem limite de quilometragem, com fornecimento gratuito de óleo em sete revisões. Produzida em Manaus (AM), será disponibilizada nas versões STD (R$ 13.830 reais) e ABS (R$ 15.330 reais).

Honda CB Twister 2017

Seu motor permanece o monocilíndrico OHC (Over Head Camshaft) 4 válvulas, 4 tempos, com arrefecimento a ar, injeção de combustível PGM-Fi (Programmed Fuel Injection) e tecnologia bicombustível FlexOne. A potência é de 22,4 cv a 7.500 rpm quanto abastecido com gasolina e 22,6 cv a 7.500 rpm quanto abastecido com etanol. O torque é de 2,28 kgf.m a 6.000 rpm. A transmissão é de seis marchas.

Honda CB Twister 2017

Com capacidade para 16,5 litros, o tanque de combustível proporciona boa autonomia, e dispõe de semi-carenagens que seguem inspiração nas esportivas com linhas e traços angulados. O painel de instrumentos do tipo “blackout” é totalmente digital e conta como tacômetro, velocímetro, hodômetro parcial e total, relógio marcador de nível de combustível, além de luzes de injeção, neutro, farol alto e sinalizadores. O farol dispõe de um conjunto optico de grande visibilidade e iluminação noturna.

Desempenho e ergonomia

A Honda CB Twister apresenta um guidão com posicionamento mais elevado e largo, oferecendo controle e conforto ao piloto, adicionados ao assento com formato funcional. Em sua traseira, observa-se o design curto, estilo naked, em um formato compacto para o garupa com alças em alumínio.

O chassi é do tipo diamante, produzido em tubos de aço com dupla trave. Com peso total de 137 kg na versão com ABS (135 kg sem ABS), o modelo apresenta relação peso x potência de 6,1 Kg/cv. A suspensão dianteira possui garfo telescópico, com curso de 130 mm. A traseira do tipo mono-amortecida traz amortecedor com mola dupla de 35/108 mm de curso.

Os freios são a disco de 276 mm na dianteira e 220 mm na traseira, com versão disponível com sistema ABS, que evita a possibilidade de travamento das rodas e oferece maior segurança mesmo em situações de frenagens mais bruscas. As rodas de liga-leve com design montados em pneus radiais. Suas medidas são 110/70R-17 na dianteira e 140/70R-17 na traseira. O escape em menor dimensão está levemente inclinado.

Honda CB Twister 2017

Disponível na rede de concessionários Honda até o final deste mês, a CB Twister 2017 será oferecida nas cores vermelha e preto (STD) e branca com detalhes em laranja na (ABS). Os preços públicos sugeridos são R$ 13.830 (STD) e R$ 15.330 (ABS), com base no Estado de São Paulo e não inclusos despesas de frete e seguro.

Yamaha XTZ 250 Ténéré

A Yamaha Motor do Brasil lança a linha 2018 da Yamaha XTZ 250 Ténéré, que ganhou novos grafismos e cores, agora em três opções: o Verde Savage, o Marrom Atacama – ambas metálicas –, e a Matt Black, que mescla o acabamento fosco da cor preta, com o azul brilhante dos grafismos, também presente em seu suporte da carenagem.
Yamaha XTZ 250 Ténéré 2018

A Yamaha XTZ 250 Ténéré 2018 já está nas concessionárias da marca com preço público sugerido de R$ 16.190,00 – frete não incluso – e sua garantia é de 1 ano.

Yamaha XTZ 250 Ténéré 2018

A motocicleta mantém características tradicionais, como o painel totalmente digital, bagageiro em alumínio, assento de formato ergonômico, os faróis duplos alusivos ao do modelo Super Ténéré 1200, o para-brisa – que protege o piloto –, suspensões de longo curso – com 220 mm na frente e 200 mm na traseira – e o tanque com a prática tampa em estilo airplane, cuja capacidade é de 16 litros, sendo 4,8L de reserva.

Yamaha XTZ 250 Ténéré 2018 - Matt Black

A Ténéré 250 conta com a tecnologia bicombustível BlueFlex da Yamaha, permitindo a utilização de gasolina e etanol como combustível. Seu motor é um monocilíndrico com comando simples no cabeçote (SOHC) e arrefecimento misto de ar e óleo – uma vez que conta com o auxílio de um radiador de óleo . 

Yamaha XTZ 250 Ténéré 2018

A capacidade deste propulsor é de 249,45 cm³, e a potência máxima gerada é de 20,7 cv quando abastecida com gasolina e de 20,9 cv em caso de o motor ser alimentado com etanol, ambos atingidos a 8.000 rpm. O torque, por sua vez é de 2,1 kgf.m quando com etanol e 2,09 kgf.m quando gasolina, disponíveis a 6.500 giros.

Yamaha XTZ 250 Ténéré 2018

A Ténéré 250 oferece programa de revisões com preço fixo, que oferece previsibilidade nos gastos com revisões. A Yamaha tem também a linha Y-TEQ para atender a demanda de peças com maior frequência de troca.

Honda CG 160 Cargo

A Honda do Brasil apresenta a linha 2018 da Honda CG 160 Cargo, tendo como novidade a incorporação o sistema de freio CBS (Combined Break System) - recurso que apareceu pela primeira vez em uma motocicleta de baixa cilindrada em 2015 com a CG 150 Titan.
Honda CG 160 Cargo 2018

Essa tecnologia proporciona maior segurança, pois oferece redução efetiva na distância de frenagem. Como nas CG 160 Fan e Titan 2018, o freio a disco de acionamento hidráulico na dianteira atua em conjunto com o sistema mecânico a tambor da roda traseira para otimizar a frenagem: ao acionar o curso total do pedal de freio traseiro a frenagem é total na traseira e ao mesmo tempo de até 30% na dianteira. O manete de freio, por sua vez permanece acionando somente o disco dianteiro.

Honda CG 160 Cargo 2018

A Honda CG 160 Cargo traz ainda bagageiro com capacidade para até 20 kg e suspensões ajustadas para uso profissional. O motor é o monocilindro bicombustível (etanol/gasolina) FlexOne de quatro tempos, alimentado pelo sistema de injeção eletrônica PGM-FI, dotado de comando de válvula no cabeçote (OHC - Over Head Camshaft) e balancins roletados. Com 162,7 cm3 ele oferece 15,1 cv (etanol) e 14,9 cv gasolina) a 8.000 rpm. O torque máximo é de 1,54 kgf.m (etanol) e 1,40 kgf.m (gasolina) a 6.000 rpm.

Honda CG 160 Cargo 2018

O tanque de combustível tem capacidade para 16,1 litros. O chassi produzido em chapa de aço traz a arquitetura Diamond com o motor desempenhando papel estrutural, enquanto o cavalete central - equipamento padrão na CG 160 Cargo - permite o estacionamento com maior estabilidade em condições de carga plena e em pisos irregulares. 

Dotada de painel digital com um útil hodômetro parcial, a Honda CG 160 Cargo será comercializada exclusivamente na cor branca e seu preço sugerido é de R$ 8.990,00 base estado de São Paulo, sem despesas de frete e seguro. Assim como em toda linha Honda CG 2018 a CG 160 Cargo tem garantia de um ano, sem limite de quilometragem, com óleo grátis em sete revisões.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Rural Willys-Overland F-85 Militar

História e Desenvolvimento. 


A origem da Willys remete ao ano de 1903, quando foi produzido o primeiro furgão de entregas da marca Overland, em Indiana nos Estados Unidos. Em 1907 a empresa foi adquirida por John North Willys, um empreendedor, comerciante e fabricante de bicicletas. Dois anos mais tarde, a empresa passava a se chamar Willys Overland, e após sucessivas, fusões e crises chegaria aos anos 1930 com o lançamento de um carro leve o modelo 77, veículo que este que deu folego para a empresar se manter viva. Em 1940, depois de vencer a concorrência pública do governo americano para produzir um veículo militar leve com tração 4X4, a Willys logo se tornaria sinônimo de Jeep, cujo sucesso tanto no front como no mercado civil dispensa maiores apresentações, recebendo assim os recursos necessários para o investimento em novos produtos.

No Brasil, desde a década de 1920 a marca estava representada por importadores independentes, e depois do fim da Segunda Guerra Mundial destacaram-se empresas como a Jeepsa e a Agromotor em São Paulo e a Gastal no Rio de Janeiro. A  Willys Overland do Brasil foi fundada em 1952, com sua planta fabril localizada na cidade de São Bernardo do Campo – SP. A montagem do Jeep Universal importado começou no Brasil em 1954, e teve sua produção local se iniciando dois anos depois dentro do Plano de Manufatura do Governo Federal. A produção do motor nacional BF-161 foi iniciada no ano de 1958 a partir de componentes fundidos na fábrica de Taubaté. 
Logo após a Segunda Guerra Mundial, em 1946 a empresa apresentava ao mercado sua perua desenvolvida como um desdobramento do Jeep CJ-2A, do qual emprestava toda a mecânica, incluindo o motor de 4 cilindros de 2,2 litros e 64 cv, a transmissão de 3 marchas e a imbatível tração 4X4, dispunha de uma carroceria muito superior a do Jeep, tanto em dimensões quanto em comodidade, com teto rígido, amplo espaço interno, boas acomodações para 6 ocupantes e superior isolamento termo acústico. Ademais, tinha um estilo atrativo e de grande personalidade, diferente de tudo que havia no mercado. Em 1950 o motor Go Devil de válvulas no bloco deu lugar ao novo Hurricane de mesmo deslocamento, mas com válvulas de admissão no cabeçote, permitindo uma melhoria no desempenho global.

Lançada no Brasil em 1957, a Rural foi o segundo produto da Willys no pais, e um dos poucos da primeira onda de nacionalização da então jovem indústria automobilística brasileira. A Rural foi renovada para a temporada de 1960, com uma reestilização exclusiva para o mercado brasileiro. Faziam parte do novo pacote a nova frente com para-lamas envolventes, capô mais baixo e nova grade do radiador dividida em forma trapezoidal. O visual se tornava mais leve também graças ao para-brisa em uma peça única, em lugar do antigo esquema duplo em “V”. Mecanicamente, a Rural brasileira tinha os mesmos componentes do Jeep, começando pelo motor BF-161 de 2.638 cm3 e 91 cv. Com 6 cilindros em linha, válvulas de admissão no cabeçote e escape no bloco (arranjo em “F”), o propulsor era conectado a uma transmissão de 3 velocidades e uma caixa de transferência reduzida, a tração 4X4 operava em tempo parcial. Em 1959 a Willys introduziu uma versão 4X2 da Rural.

No começo da década de 1960, a Willys era uma das grandes montadoras no País, com uma engenharia forte e dinâmica, sempre imprimindo melhorias em seus produtos, como exemplo deste processo podemos citar a inclusão de 12 volts que aposentava o anterior de 6 volts. Depois de 1967 o ano em que foi formalizada a aquisição do controle da Willys-Overland pela Ford brasileira, os refinamentos continuariam a ser implementados, motivados por padronizações, reduções de cust e também pelos rígidos processos de aprovação (sign-off) da engenharia da adquirente. Para os usuários que exigiam mais desempenho, em 1968 a Rural passou a contar com dois motores opcionais o 2600 de 112 cv, e o 3000 com 134cv, visando assim competir com a Veraneio da Chevrolet.
Apesar do grande sucesso em vendas o Brasil e o mundo viviam o impacto da crise do petróleo iniciada em 1973. Da noite para o dia, o preço dos combustíveis disparou e o público começou a considerar a economia de gasolina como fator primordial na hora da compra de um carro novo. Mesmo com um enorme número de clientes fiéis e prelo atraente, a Rural revelava a exaustão nas vendas, a partir da segunda metade daquela década. Com isso a Ford decidiu encerrar a produção da Rural no início de 1977, nesta ocasião, somavam-se mais de 182 mil exemplares comercializados em vinte anos de produzidos no Brasil.

Emprego no Brasil. 

No início da década de 1960, a Willys Overland do Brasil (WOB) já estava consolidada como a principal montadora de automóveis brasileira. Além disso, gozava da confiança dos militares ao fornecer aos mesmos, principalmente ao Exército, os Jeeps 1/4 Ton CJ-5. Ao lançar a Rural reestilizada em 1960 e posteriormente a Pick-up Willys, despertou-se um especial interesse por esta última por parte do comando do exército em adquiri-las para substituírem as antigas Dodge WC recebidas dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e cujas peças de reposição eram cada dia mais difíceis de se encontrar no mercado devido a sua obsolescência Além do mais, a nova Pick-up da Willys podia desempenhar muitas funções e ainda contribuir para a nacionalização da frota.

Testes começaram a ser realizados pela fábrica em conjunto com o Exército e após as modificações necessárias à militarização do modelo, o mesmo entrou em operação em fins de 1961. O novo veículo foi denominado Camioneta Militar Jeep Willys 3/4 ton 4x4. Um fato curioso é que esse modelo foi o primeiro veículo militar brasileiro exportado, quando as primeiras 150 unidades foram entregues ao governo Português em 1962, para equipar unidades de paraquedistas e usados em missões nas colônias portuguesas da época, como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Timor. 
A pick-up da Willys, derivada do sedan Rural, teve várias funções. Algumas unidades foram equipadas com suporte de metralhadora 12,7 e 7,62mm, canhão 0,50mm sem recuo e outros modelos foram usados para transporte e disparo de foguetes, sendo estes denominados de M-106.O Exército Brasileiro também utilizou outras versões derivadas da pick-up civil, como cabine dupla, ambulância e furgão, mas isso é assunto para outro post. A camioneta militar era equipada com o motor Willys BF-161 6 cilindros a gasolina e 2.600cc, algumas unidades foram equipadas com o motor 3.000 cc a partir de 1967 e a partir de 1975 vinha equipada com o motor Ford OHC 4 cilndros 2.300 cc. A caixa de câmbio era de 3 marchas, com a 1ª seca até 1965. Em 1964, algumas unidades chegaram a ser equipadas com o motor diesel Perkins 4 cilindros, mas o mesmo não obteve êxito pois era inadequado ao câmbio original, que por seu torque elevado quebrava demais. O painel das camionetas militares era diferente, semelhantes ao Jeep, o teto de aço foi removido, foi instalado o quadro de para-brisas semelhante ao Jeep militar, novas portas, bancos, alavanca de marchas e tração no assoalho.

As principais modificações implementadas referiam se ao chassi e para-choques reforçados, com e sem guincho mecânico marca Ramsey (opcional), ganchos dianteiros, grade de proteção dos faróis, farol de aproximação instalado sobre o paralamas dianteiro esquerdo, remoção das portas, teto e para-brisas originais, pneus 750x16, chave militar de iluminação de 3 estágios, para-choques militares tipo "meia lua" na traseira, duas lanternas militares traseiras, duas anilhas traseiras, gancho G militar para reboque, tomada elétrica para reboque militar, seis refletores na caçamba, capota militar de lona, bancos de madeira na caçamba na versão de transporte, bancos dianteiros individuais revestidos em lona, pá e machado militar fixados atrás dos bancos na cabine, aros de roda 2 polegadas mais largos.
A denominação da pick-up militar Willys foi alterada em 1969 quando a Ford do Brasil, que já havia adquirido a WOB em 1967, adotou a marca Ford para todos os seus produtos (antes era Ford-Willys). A nova nomenclatura do modelo passou a ser Camioneta Militar 3/4 ton 4x4 Ford F-85. Apesar das denominações, o modelo recebeu um engraçado apelido, pelo qual muitos só conhecem o veículo por ele: "Cachorro Louco". Ninguém ao certo sabe a origem deste apelido, mas existe a versão de que ao entrar pela primeira vez em um quartel paulista, um Sargento, surpreso, teria dito " parece um cachorro louco", talvez pela sua silhueta baixa e reta quando o quadro do para-brisas está abaixado. Algumas unidades ainda estão na ativa no Exército. Outro nome popular para o modelo era Jipão Militar 3/4 ton.

Este modelo militarizado da Willys e posteriormente Ford, foi de significativa importância para o desenvolvimento da moto-mecanização militar brasileira e serve de exemplo para os dias atuais, na tentativa de ajudar a diminuirmos a dependência externa na área de veículos militares. Exemplo inclusive seguido, com méritos, pelas extintas Engesa e Gurgel, e agora pela Agrale.